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Banho do bebê no chuveiro

terça-feira, 22 de outubro de 2013
Olá!
Quando a Isa nasceu, começamos a dar banho nela na banheira. Mas a banheira com o suporte e tudo não entrava no banheiro, e levar só a banheira todo dia pra lá se tornaria um transtorno. Então deixamos a banheira montada no quarto dela e enchíamos todo dia com água quente do chuveiro. Mas é um transtorno enorme! Pinga água no chão... é pesado ficar carregando água do banheiro pro quarto... enfim... Um dia meu marido machucou o joelho e precisou enfaixar. E ele sempre ma ajudava na hora do banho a encher a banheira. Neste dia como ele não podia andar e pegar peso, sugeri que ele desse o banho no chuveiro sentado com a Isa no colo e eu ali do lado auxiliando na hora de ensaboar. Ele topou, e foi ótimo! Super prático, rápido, e ela adorou. Ficou bem quietinha só sentindo a água cair no corpinho dela. Ela tinha por volta de 1 mês e meio, e desde então nunca mais voltamos para a banheira.

Vou listar abaixo alguns dos motivos pelos quais preferimos o banho no chuveiro:

- É mais higiênico, por ser água corrente. Apesar de que os bebês não acumulam muita sujeira a ponto de comprometer a água da banheira.

- É mais rápido, e também gasta menos água.

- É mais prático: não precisa se preocupar em esterelizar a banheira antes do banho, depois encher e esvaziar. Evita que molhe o chão, o que é muito bom se você tem um piso de taco ou “carpete de madeira”. Só precisa ligar o chuveiro, verificar a temperatura e pronto!

- Aqui em casa quem dá banho é o pai, então é um bom momento para ter mais interação e intimidade entre os dois. Ela adora, olha, sorri e conversa com ele o banho todo!

- Pode acontecer de no meio do banho de banheira o bebê fazer xixi ou cocô, e aí minha amiga... ter que tirar a água e encher outra vez será um transtorno enorme ainda mais se for um dia frio. No chuveiro se acontecer não terá problema nenhum.

- Hoje em dia temos até banheira inflável, mas na hora de viajar, é uma tranqueira a menos para levar.

- Quando o bebê vai ficando mais durinho e espertinho começa a bater os braços e as perninhas na água o que faz com que o quarto vire praticamente uma piscina de tanta água que cai! rs mais um trabalho que pode ser evitado dando banho no chuveiro.

- Dá pra ver que a Isa adora sentir a água caindo no corpinho dela, quando eventualmente tenho que dar o banho sozinha levo só a banheira sem o suporte até o chuveiro. Mas já percebo que ela não gosta muito da banheira.

- Evita dor nas costas. Quem dá banho na banheira sabe como saímos destruídas no final do banho.

Tome também alguns cuidados:

- Peça sempre ajuda para alguém.

- Use um banquinho (daqueles de plástico) para dar o banho. Dê preferência sente, coloque o bebê no colo de quem vai dar o banho. Nunca coloque o rostinho do bebê diretamente embaixo do chuveiro porque pode entrar água no ouvido.

- Não esqueça de deixar tudo o que for usado no banho separado antecipadamente.

- Nunca ensaboe o corpo todo do bebê de uma vez, porque corre o risco de escorregar e derrubá-lo. 

Comece pela cabecinha, enxágüe e ensaboe o corpinho por partes.

- Uma boa dica se você não se sente seguro ou com medo do bebê escorregar no seu colo é colocar uma toalha de fralda em baixo do corpinho do bebê.

Espero que vocês tenham gostado das dicas! E vocês dão banho no seu bebê no chuveiro? Conta pra gente como é!

Por: Vívian Duarte





Não deixe o seu bebê chorando!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Olá!

Quando eu li esta matéria pensei: tenho que compartilhar isto com as mamães do meu blog! Eu  nunca fui a favor do método: Deixe seu bebê chorar até dormir, que ele aprende... este tipo de método só causa sofrimento ao bebê e como diz o texto é administração de tortura. Que forte isso né? Venha ler a matéria toda, e aprender com os nossos bebês a como tratá-los. Retirado do site www.aleitamento.com
Movimento Internacional Não Deixe O Seu Bebê Chorando!
Homens e Mulheres, pesquisadores e profissionais de saúde que trabalhamos em distintos campos da vida e do conhecimento, mãe e pais preocupados com o mundo em que nossos filhos e filhas vão crescer, cremos que é muito necessário nos manifestarmos.
Concordamos que é frequente que os bebês de nossa sociedade ocidental chorem, porém não é certo que “seja normal”. Os bebês choram sempre por algo que lhes produz mal estar: sono, medo, fome, frio, calor… além disso, da falta de contato físico com sua mãe ou outras pessoas do seu entorno afetivo.
O choro é o único mecanismo que os lactentes tem para nos comunicar sua sensação de mal estar, seja qual for a razão do mesmo; nas suas expectativas, no seu continuum filogenético não está previsto que este choro não seja atendido, pois não tem outro meio de avisar sobre o mal estar que sentem, nem podem por si mesmos tomar as medidas para resolvê-lo.
O corpo do recém nascido está desenhado para ter o seio materno tanto quanto necessita, para sobreviver e para sentir-se bem: alimento, calor, apego; por esta razão não tem noção da espera, já que, estando no lugar que lhe corresponde, tem a seu alcance tudo que necessita; o bebê criado no corpo a corpo com a mãe desconhece a sensação de necessidade, de fome, de frio, de solidão, e não chora nunca. Como afirma a norte-americana Jean Liedloff, na sua obra The Continuum Concept, o lugar do bebê não é no berço, na cama, e nem no bebê-conforto, senão no colo materno.
Isto é o melhor durante o primeiro ano de vida; e nos dois primeiros anos de forma quase exclusiva (por isto a antiga famosa “quarentena” das recém paridas). Depois, os colos de outros corpos de familiares podem ser substitutos por alguns momentos. O próprio desenvolvimento do bebê indica o fim do período simbiótico: quando se chega a determinados graus de desenvolvimento neuro-psico-motor e o bebê começa a sentar, depois a engatinhar e por fim a andar. Ou seja, pouco a pouco vai tornando-se autônomo e a desfazer este estado simbiótico.
A verdade é óbvia, simples e evidente.
O lactente toma o leite materno idôneo para seu sistema digestivo e além disso pode regular sua composição com a duração das mamadas, com a qual é criado no peito de sua mãe sem ter uma série de problemas infecciosos, alérgicos…
Quando chora e não se atende, chora com mais e mais desespero porque está sofrendo. Há psicólogos que asseguram que quando se deixa de atender o choro de um bebê depois de três minutos, algo profundo se quebra na integridade deles, assim como na confiança em seu entorno.
Os pais, ainda que sejam educados na crença de que “é normal que os bebês chorem” e que “há que deixá-los chorar para que se acostumem”, e por isto estamos especialmente insensibilizados para que seu pranto não nos afete, as vezes não somos capazes de tolera-lo. Como é natural, se estamos um pouco perto deles, sentimos seu desespero e o sentimos com nosso sofrimento. Revolvem nossas entranhas e não podemos consentir com a sua dor. Não estamos de todo deshumanizados. Por isto os métodos condutistas propõem ir pouco a pouco, para cada dia agüentar um pouquinho mais este sofrimento mútuo. Isto tem um nome comum, que é a “administração da tortura”, pois é uma verdadeiro suplício que infligimos aos bebês quando fazemos isto, e também a nós mesmos, por mais que estas sejam normas de alguns pedagogos e pediatras.
Vários pesquisadores americanos e canadenses (biólogos, neurologistas, psiquiatras, etc.), na década de 90, realizaram diferentes investigações de grande importância em relação a etapa primal da vida humana; demonstraram que o contato pele a pele, do bebê com sua mãe e demais familiares mais chegados, produz moduladores químicos necessários para a formação de neurônios e do sistema imunológico; emfim, que a carência de afeto corporal transtorna o desenvolvimento normal das criaturas humanas. Por isto os bebês, quando os deixamos dormir sozinhos em seus berços, choram reclamando o que por sua natureza lhes pertence.
No Ocidente se criou, nos últimos 50 anos, uma cultura e uns hábitos, impulsionados pelas multinacionais, que eliminam este corpo-a-corpo da mãe com a criança e deshumaniza o cuidado: ao substituir a pele pelo plástico e o leite materno por um leite artificial, se separa mais e mais a criatura de sua mãe. Inclusive se fabricam modelos de “walkyes talkys” (babás eletrônicas) especiais para escutar o bebê de habitações distantes das dos pais. O desenvolvimento industrial e tecnológico não se coloca a serviço das nossas crias, chegando a robotização das funções maternas a extremos inimagináveis.
Simultaneamente a esta “puericultura moderna”, se medicaliza cada vez mais a maternidade; o que tenderia a ser uma etapa prazerosa de nossa vida sexual, se converte em uma penosa enfermidade. Entregues aos protocolos médicos, as mulheres adormecem a sensibilidade e o contato com seus corpos, e se perde uma parte de sua sexualidade: o prazer da gestação, do parto e da extero-gestação – o colo e a amamentação. Paralelamente, as mulheres decidiram pelo mundo do trabalho e profissional masculino, feito pelos homens e para os homens, e que, portanto, exclui a maternidade; por isto a maternidade na sociedade industrializada ficou encerrada no âmbito do doméstico e do privado. Contudo, durante milênios, a mulher realizou suas tarefas e suas atividades com seus filhos pendurados a seus corpos, como todavia ocorre nas sociedades ainda não ocidentalizadas. A imagem da mulher com seus filhos deve voltar aos cenários públicos, aos locais de trabalho, sob pena de comprometer o futuro do desenvolvimento humano.
A curto prazo, parece que o modelo de criação robotizado não é daninho, que não é nada demais, que as crianças sobreviverão; porém, pesquisadores como Dr. Michel Odent (1999 – .primal-health.org), apoiando-se em diversos estudos epidemiológicos, têm demonstrado a relação direta entre diferentes aspectos desta robotização e doenças na idade adulta. Por outro lado, a violência crescente em todos os âmbitos, tanto públicos, como privados, como tem demonstrado a psicóloga suiço-alemã Alice Miller (1980) e o neurofisiólogo americano James W. Prescott (1975), por citar somente dois nomes, também procede do mau trato e da falta de prazer corporal na primeira etapa da vida humana. Também há estudos que demonstram a correlação entre a dependência às drogas e os transtornos mentais com agressões e abandonos sofridos na etapa primal. Por isto os bebês choram quando sentem falta do que lhes tiraram; eles sabem o que necessitam, o que lhes corresponderia neste momento de suas vidas.
Deveríamos sentir um profundo respeito e reconhecimento ao choro dos bebês, e pensar humildemente que não choram porque sim, ou muito menos, porque são “manhosos”… Elas e eles nos ensinam o que estamos fazendo de incorreto.
Também deveríamos reconhecer o que sentimos em nossas entranhas quando um bebê chora; porque podem confundir a mente, porém é mais difícil confundir a percepção visceral – nossos instintos. O local do bebê é o nosso colo: nesta questão, o bebê e nossos instintos estão de acordo, e ambos tem suas razões.
Não é certo que dormir com os nossos filhos (“co-lecho”) seja um fator de risco para o fenômeno conhecido como Síndrome da Morte Súbita. Segundo The Foundation for the Study of Infant Deaths, a maioria dos falecimentos por “morte súbita” se produz quando os lactentes estão no seu berço. Estatisticamente, portanto, é mais seguro para o bebê dormir na cama com seus pais que dormirem sozinhos (Angel Alvarez – .primal.es).
Por tudo que expomos, queremos expressar nossa grande preocupação com a difusão do método proposto pelo neurólogo E. Estivill em seu livro Duérmete Niño ou na edição em português: NANA NENÊ (baseado por sua vez no método Ferber divulgado nos EUA), para fomentar e exercitar a tolerância dos pais ao choro de seus bebês; se trata de um condutismo especialmente radical e evidentemente nocivo, tendo em conta que o bebê está ainda em uma etapa de formação. Não é um método para tratar os transtornos do sono, como se apresenta, senão para submeter a vida humana em sua mais tenra idade. As gravíssimas conseqüências deste método têm começado a aparecer.
Necessitamos de uma cultura e uma ciência para uma educação de nossos filhos que seja compatível com a natureza humana, porque não somos robôs, senão mamíferos, que sentimos e sofremos quando nos falta o contato físico com aqueles que amamos. Para contribuir com este movimento, para que teu filho ou tua filha deixe de sofrer já, e se sentes mal quando escutas chorar o seu bebê, atenda-o, pegue-o em seus braços para entender o que ele está solicitando; possivelmente seja só isto o que ele queira e necessita, o contato com o seu corpo. Não o negues.
Quando um recém nascido aprende em um berçario que é inútil gritar, está sofrendo sua primeira experiência de submissão e abandono. (Michel Odent)